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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Egon Schiele

 

Egon Schiele, 1890-1918
 

Aos 16 anos, Egon Schiele, foi admitido na Academia de Belas Artes de Viena, patrocinado por ninguém menos que Gustav Klimt, e com 28 anos deixou uma numerosa obra tão escandalosa quanto sua vida, em uma sociedade de moral católica quase medieval.

Egon Schiele foi um Artista completamente fora de seu tempo. Ele não entendia a sociedade que o cercava, nem aqueles que estavam em seu ambiente tinham facilidade com ele.

Junto com Kokoschka, ele é o maior representante do expressionismo  vienense.

Do Neukunstgruppe (New Art Group) formulou com outros Criadores, uma linguagem estética da falta de preconceito, e uma luta contra todo idealismo suspeito de encobrir o real com o engano.

 

Sitting woman with legs drawn up
 

Em 1910, dá-se a sua passagem ao Expressionismo, com um novo cromatismo que contrapõe o naturalismo e o dominante Jugendstil vienense com novos temas, como o nu erótico e, sobretudo, o Autorretrato.

O Autorretrato de Dürer, passando por Rembrandt e chegando a Van Gogh, foi caracterizado por uma individualidade sempre identificável, mas pela primeira vez, em Schiele, vemos uma despersonalização, que, paradoxalmente, ao se mostrar e se ver como ‘outro’, confirma a identidade própria. Eu.

Partindo do mito de Narciso e chegando ao ‘estágio do espelho’ de que falava Lacan.

Talvez como uma tentativa de superar os primórdios de seu Pai, esta necessidade de reafirmação aparece, mas com um espelho distorcido, quase como o de Dorian Gray, cúmplice de Jekill e Hyde.

Em abril de 1912, ele foi preso sob a acusação de pedofilia e sequestro de menores. As acusações são falsas, mas ele permanece na prisão por 3 semanas. Em seguida, ele captura e registra essa experiência traumática na famosa série da prisão.

Em junho de 1915, casa-se com Edith Harms, e então, sua Arte Expressionista dá lugar a uma abordagem mais próxima da natureza, que se reflete principalmente em seus nus femininos, e retratos, cada vez mais realistas.

 

Female Lovers
 

Após a morte inesperada de Gustav Klimt, no início de 1918, Schiele é considerado seu herdeiro legítimo na cena artística de Viena.

Entretanto, no auge de seu sucesso, ele morrerá no mesmo ano.

 

Fonte: AAC  |  WP

 

(JA, Out20)

 


domingo, 18 de agosto de 2019

Tendência de exposições digitais leva multidões a 'entrar' em quadros


Mostras em Paris exibem projeções virtuais de obras de Da Vinci e Van Gogh

Van Gogh, ‘Noite Estrelada’


Agora que até a ‘Mona Lisa’, obra-prima de Leonardo da Vinci, será exibida virtualmente no tradicionalíssimo Museu do Louvre a partir do dia 24 de outubro, não restam mais dúvidas: as exposições imersivas vieram para ficar.



Egon Schiele, 'Minha Irmã Gerta, 1909

A moda começou a se consolidar no Atelier des Lumières em abril de 2018, com a exposição de Gustav Klimt e Egon Schiele, que em nove meses levou 4 milhões de visitantes ao espaço parisiense.

O Atelier continua provocando filas com a mostra interativa de Van Gogh, que requer compra antecipada de ingressos. Tudo bem, esse tipo de antecipação também é vital nas concorridas exposições de museus convencionais, mas basta falar em experiência imersiva para despertar o interesse de multidões, ávidas em interagir com as obras.

A experiência digital da ‘Mona Lisa’ permitirá aos visitantes, por meios de óculos especiais, observar minúcias do quadro mais famoso do mundo, com impressionantes proximidade e resolução. Será como se os visitantes ultrapassassem o vidro protetor do museu para verificar os detalhes da obra invisíveis a olho nu.




A exposição, ‘Mona Lisa: Além do Vidro’, apresentará descobertas científicas sobre os métodos usados por Da Vinci no quadro pintado entre 1503 e 1506 com a técnica sfumato, além de informações adicionais sobre a nobre italiana Lisa del Giocondo, inspiradora do trabalho.

Da Vinci talvez pudesse ver com alguma naturalidade a exibição virtual de sua obra-prima, dada sua intimidade com a inovação, que incluía até a dissecação de cadáveres para aperfeiçoar seus quadros. Já Van Gogh, que não conheceu sucesso e reconhecimento em vida, ficaria atônito se entrasse na exposição do Atelier des Lumières, montada na antiga fundação de aço da família Plichon, na capital francesa.

A sensação de ‘entrar’ em um quadro de Van Gogh é arrebatadora. Um dos pontos altos das imagens projetadas nas paredes de dez metros de altura do galpão é o tremular das águas do quadro ‘Noite Estrelada’, que dá nome à exposição. A intensidade das pinceladas se torna mais nítida pela ampliação da caótica e poética criação de Van Gogh.




As projeções, iniciadas pelo ambiente na Holanda em que o pintor passou seus primeiros anos de vida, também contemplam outros locais retratados em suas telas, como Arles, Paris e Auvers-sur-Oise.

Tudo isso pode ser apreciado por visitantes em movimento, sentados no chão nos carretéis de madeira espalhados pelo espaço, nas escadas que levam a um segundo piso ou mesmo lá de cima, com vista panorâmica. O público pode filmar e fotografar as imagens, desde que o flash não seja acionado.

Trata-se de uma situação bem diferente da vivenciada nas passivas exposições convencionais. Além de atraente ao público, a experiência digital pode representar um fator de economia para os museus. Sem a necessidade de ter no acervo as obras reais, eles deixariam de arcar com os milionários custos dos seguros.

Durante 35 minutos, tempo de visitação que cada pessoa pode repetir quantas vezes quiser —eu fiz três passeios consecutivos—, as imagens, estáticas ou em movimento, são acompanhadas por trilha sonora escolhida a dedo pelos realizadores: de Janis Joplin a Miles Davis, passando por Vivaldi e Puccini.

Curiosamente, não há um único francês entre os organizadores da mostra de Van Gogh. Todos são italianos. ‘Eu quis conduzir os visitantes além da tradicional experiência de observar, levando-os ao coração das obras, de maneira que eles se tornem um componente integral da experiência imersiva’, explica Gianfranco Iannuzzi, coordenador dos espaços imersivos.

E como Van Gogh sofreu fortes influências da arte japonesa e sentiu-se no Japão ao chegar a Provence, a mostra tem uma sequência, ‘Sonho Japonês, Imagens de um Mundo Flutuante’, cujo auge é uma dança de lanternas japonesas flutuando pelo gigantesco espaço.

O Atelier des Lumières —que guarda a sete chaves qual será sua próxima exposição, em 2020— já tem filiais em Baux-de-Provence, na Coreia do Sul e abre outra no ano que vem na cidade de Bordeaux.

Para a húngara Zuzana Paternostro, radicada no Brasil, que por mais de 30 anos exerceu a curadoria de pinturas estrangeiras no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, ‘é muito importante que a arte avance além dos muros dos castelos, para aproximar ainda mais o público das obras, rompendo barreiras e fronteiras’.






Fonte: Celina Côrtes  Ilustríssima, FSP 


(JA, Ago19)

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Gustav Klimt






Gustav Klimt, 1862-1918, foi um pintor simbolista austríaco, líder do Movimento da Secessão de Viena – grupo de artistas que se desligaram do academismo da pintura e aderiu ao Simbolismo.


‘O Abraço’, 1905~1909

Os desenhos e pinturas de Gustav Klimt, refinados, sugestivos, sensuais, ricos em referências, são obras provocativas, que encerram e transmitem a atmosfera da Viena da ‘belle epoque’, a Viena de Freud, Gustav Mahler, e Schönberg.

Nasceu em 14 de julho de 1862 na pequena localidade de Baumgarten, ao sul de Viena, na Áustria Imperial, que em 1867 foi substituída pelo Império Austro-Húngaro. Filho de Ernst Klimt, ourives gravador, e de Anna Fiuster, vienense de modestas condições sociais. Foi o segundo dos sete filhos do casal. Com 14 anos ingressou na Escola de Artes e Ofícios de Viena, juntamente com seu irmão Ernest, com o qual trabalhará com até a morte dele, em 1892.

Logo os dois estavam desenhando e vendendo retratos a partir de fotografias.

Em 1879, Gustav, seu irmão, e o amigo –companheiro de estudos- Franz Matsch, passaram a auxiliar seu professor na pintura de murais para o átrio do Museu de História da Arte de Viena. Em 1880 começaram a receber encomendas e realizaram diversos trabalhos, entre eles, quatro alegorias para o teto do Palácio Sturany em Viena, o teto do prédio da terma de Karlsbad na Tchecoslováquia, e a decoração da Villa Hermès, a partir de desenhos de Hans Makat.

Começa oficialmente a carreira de artista realizando decorações pintura de vários edifícios públicos e tornando-se, em breve, o herdeiro de Hans Makart, 1840-1884.

Em 1886, ao realizar um trabalho para o Burgthater de Viena, o estilo de Gustav começou a se diferenciar, iniciando um processo de afastamento do academismo da pintura convencional aprendida na escola. Em 1890, Gustav Klimt fundou e presidiu, junto com outros artistas, a ‘Associação Austríaca de Artistas Figurativos’, com o objetivo de se contrapor à conservadora Sociedade dos Artistas Vienenses.

Engajado numa nova perspectiva, desenvolveu uma produção de forte cunho decorativo, ganhando grande visibilidade, e sendo solicitado para decorar prédios e instituições, como a decoração do teto e das escadarias laterais do imponente ‘Teatro Municipal de Viena’, além de ter finalizado o projeto de decoração do ‘Museu Histórico da Arte’.

Em 1894, recebeu a tarefa de pintar três grandes painéis para o teto do auditório da Universidade de Viena, para representar as figuras da Filosofia, da Medicina e da Jurisprudência.

A decoração para a Assembleia Magna da Universidade de Viena, que tem por tema a filosofia, a medicina e a Jurisprudência, realizada por Klimt entre 1900 e 1903, causou críticas severas por parte das autoridades vienenses, que lhe contestaram o conteúdo erótico, e a inédita abordagem composição das pinturas. Da mesma forma, foi considerado obsceno o grande frisos decorativo realizado em 1902 para a sala que abrigava o monumento a Beethoven, obra de Max Klinger. Esses escândalos marcaram o fim da carreira oficial de Klimt. Mas Gustav Klimt nunca se deixou intimidar.

Como escreveu o mesmo Klimt, em uma carta à ‘Kunstlerhaus’ (a ‘casa do artista’, estrutura associativa dos artistas vienenses e organização oficial das exposições), o seu propósito era o de ‘trazer a vida artística vienense um relacionamento vital com a evolução da arte estrangeira, e propor exposições de puro caráter artístico, livre das exigências do mercado’.

O último painel do teto do auditório da Universidade de Viena só foi concluído em 1907. Nesse mesmo ano, liderou um grupo de artistas que fundou a ‘Secessão de Viena’, e aderiu ao simbolismo - a versão austríaca da Art Nouveau decorativa.  O termo ‘Secessão‘ é um empréstimo à história romana; refere-se ao método de luta usado pelos plebeus para obter a igualdade de direitos contra os patrícios, a ‘Secessio Plebis’. A palavra torna-se um termo de moda, significando a revolta dos jovens artistas contra o conservadorismo da geração anterior, e as taxas oficiais.

Klimt, usando as inovações decorativas do ‘Art Nouveau’, movimento relacionado especialmente com as artes aplicadas, do qual se tornou o maior representante no campo da pintura, desenvolveu um estilo rico e complexo, inspirando-se frequentemente na composição dos mosaicos bizantinos, por ele estudados a Ravenna. 

No plano mais teórico, em vez disso, tratava de abrir as fronteiras ao espírito da época, utilizando a arte simbolista, com uma forte conotação erótica.

Longe das correntes de vanguarda da pintura de então, e em contato com os aspectos mais inovadores da arquitetura e do design do século XX, Klimt foi um defensor de jovens artistas, incluindo Oskar Kokoschka e Egon Schiele (que foram apresentados aos vienenses, respectivamente, no Kunstschau de 1908 e de 1909).



‘O Beijo’, 1907~1908


Seus trabalhos mais famosos pertencem a ‘fase dourada’, em que utiliza folhas de ouro e retrata principalmente mulheres adornadas por pequenos objetos e formas geométricas, como no ‘Retrato de Adele Bloch-Bauer’, 1907, e ‘O Beijo’, 1907-1908 - sua obra-prima. Pintava com extrema minúcia levando suas modelos a longuíssimas seções.


Emílie Flöge e Gustav Klimt


Foi apaixonado por Emílie Flöge, com quem teve um longo caso de amor, e foi sua companheira durante anos.

Com seu estilo rebelde de vestir, na maioria das vezes envolto em uma túnica escura, Gustav Klimt tornou-se uma figura exótica. Por muitos anos tentou, sem sucesso, ser admitido na Academia de Arte de Viena. Só em 1917, recebeu o devido  reconhecimento, ao ser eleito membro honorário daquela entidade. No entanto, no ano seguinte sofreu um ataque de apoplexia, vindo a falecer.

Gustav Klimt faleceu em Viena, Áustria, no dia 6 de fevereiro de 1918.







Fonte: Paolo Marconi  |  WP



(JA, Ago19)

terça-feira, 2 de abril de 2019

As Pinturas Mais Famosas da História



Picasso, Van Gogh, Monet e Gustav Klimt são alguns dos autores das obras mais famosas da História.

A arte tem inspirado o mundo desde os primórdios dos tempos. Adquirimos a habilidade de nos expressarmos através de símbolos e desenhos. A começar pela arte rupestre - ou arte pré-histórica - o homem sempre sentiu a necessidade de retratar algo ou expressar um sentimento através do processo artístico. 

Temos, portanto, milhares dessas representações artísticas, de diferentes períodos da história, a nos mostrar que o homem sempre foi um ser inspirador e profundo, com uma arte que se renova em estilos, padrões e técnicas.

A arte é a comunicação visual cheia de conceitos, símbolos e linguagens, a expressão máxima do homem. Confira aqui as obras que, até hoje, mais fizeram sucesso na História, sendo reconhecidas universalmente.



Starry Night, de Vincent Van Gogh, 1889



É uma das mais conhecidas pinturas do artista holandês pós-impressionista Vincent van Gogh. Foi criada por Van Gogh aos 37 anos, enquanto esteve em um asilo em Saint-Rémy-de-Provence (1889-1890).

A obra atualmente encontra-se na coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York. O quadro, chamado "A Noite Estrelada", em Português, foi pintado a partir da memória do artista.


Retrato do Dr. Gachet, de Vincent Van Gogh, 1890

O Dr. Gachet foi quem cuidou de Van Gogh nos seus últimos meses de vida. O pintor dedicou-lhe dois retratos. Ambos o mostram na mesma posição: sentado numa mesa e inclinando a cabeça sobre o braço direito. Variam nas cores, sendo que este foi realizado com tons mais claros.


É o quadro mais caro do artista até hoje: 82,5 milhões de dólares.



A Persistência da Memória, de Salvador Dali, 1931


Como um desafio à nossa concepção de existência, o artista utiliza uma teoria de Albert Einstein, a Teoria Geral da Relatividade, que diz que o tempo se curva sob a gravidade. É isso que os relógios representam.


Bal au moulin de la Galette, Montmartre, por Pierre-Auguste Renoir, 1876


O quadro retrata uma típica tarde de domingo passada em Moulin de la Galette, no bairro de Montmartre, em Paris.

Em pleno século XIX, era comum os trabalhadores vestirem-se a rigor e passar por lá para beber, comer e conviver durante o dia.

Uma das obras mais representativas do impressionismo, mostrando o momento da vida real, numa enorme riqueza de formas, fluidez e luzes.




Cafe Terrace at Night, de Vincent Van Gogh, 1888


É uma das mais famosas obras do pintor holandês. A tela foi finalizada em setembro de 1888, sete meses após a chegada de Vincent à cidade de Arles, no sul da França, vindo de Paris.

Ainda hoje o café da pintura pode ser encontrado no mesmo Local, sob o nome de ‘Café Van Gogh’. No início dos anos 90, sua fachada foi pintada em tons de verde e amarelo, aproximando-a da forma como é vista no quadro.


From the Lake, 1924, Geórgia O'Keeffe


Geórgia O’Keefe passava os dias em Lake George, Nova Iorque, no início de 1900. O lago inspirou muitas de suas obras.


Dora Maar com gato, de Pablo Picasso, 1941


Dora Marr, amante de Picasso, numa cadeira com um pequeno gato sobre os ombros, foi pintado em 1941, durante a invasão nazi na França.

Este foi um dos muitos retratos que o artista lhe dedicou. Com 29 anos de idade (26 anos mais nova do que Picasso), Dora esteve com ele por mais de uma década.


Garota com brinco de pérola, de Jan Vermeer, ~ 1665


É uma das obras-primas do pintor holandês Johannes Vermeer. Como o seu nome indica, é utilizado um brinco de pérola como ponto focal.

A pintura está no Mauritshuis de Haia. É muitas vezes referido como ‘a Mona Lisa do Norte’ ou ‘a Mona Lisa holandesa’.


ris, de Vincent Van Gogh, 1890


Iris foi pintado apenas um ano antes da morte de Van Gogh, em 1890.
Nesta altura, já estava internado num asilo em Saint-Rémy-de-Provence, França. Chamou-lhe o ‘para-raios da minha doença’, pois acreditava que continuando a pintar evitaria ficar doente. As influências japonesas estão muito presentes na obra.


Les Amants, René Magritte, 1928


A mãe de Magritte suicidou-se quando ele tinha apenas 13 anos. Historiadores afirmam que este evento levou o artista a pintar quadros como Les Amants, em que dois namorados se beijam encapuçados - da mesma forma que a sua mãe tinha sido encontrada, com o vestido cobrindo-lhe a cabeça.

Apesar da tragédia, Magritte tornou-se um dos pintores mais famosos do século XX e um marco incontornável da arte surrealista.


Luncheon of the Boating Party, Pierre Auguste Renoir, 1881


A pintura retrata um grupo de amigos de Renoir relaxando em uma varanda ao longo do rio Sena.

Nesta pintura Renoir conquistou a alegria da classe média do final do século 19 na França. É uma pintura viva que traz felicidade e emoção para qualquer sala.


Menino com cachimbo, de Pablo Picasso, 1905


Picasso tinha 24 anos quando pintou esta obra, em 1905. O óleo sobre tela, retrata um menino que segura um cachimbo na mão esquerda e usa uma grinalda de flores no cabelo.

Picasso vivia em Montmartre, Paris, e retratou muitos habitantes locais que trabalhavam no espetáculo como acrobatas ou palhaços.

É o quadro mais caro do pintor. Foi vendido na Sotheby's de Nova Iorque, em 2004, por 104,2 milhões de dólares.


Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, 1503–1517


Também conhecida como A Gioconda (em italiano, La Gioconda, ‘a sorridente’), é a mais notável e conhecida obra de Leonardo da Vinci, um dos mais eminentes homens do Renascimento italiano.

O seu sorriso restrito é muito sedutor, mesmo que um pouco conservador. O seu corpo representa o padrão de beleza da mulher na época de Leonardo.

Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos.


No.5, de Jackson Pollock, 1948


Esta pintura de Jackson Pollock é o quadro mais caro da história. O pintor americano terminou-o em 1948. Pollock ficou conhecido pelas suas influências no movimento do expressionismo abstrato.


O Beijo, de Gustav Klimt, 1909


Este quadro é uma das obras mais conhecidas do austríaco Klimt, graças a um elevado número de reproduções.

A obra pertence ao período designado de fase dourada da criação do autor e é representada por sinais característicos biológicos e psicológicos do sexo - as formas estão definidas por ornamentos retangulares (masculina) e arredondados (feminina).



Pintada em 1611, esta obra de Rubens representa uma passagem Bíblica tal como é descrita no Evangelho segundo Mateus. Nela encontram-se influências e aprendizagens do tempo que passou em Itália nos anos de 1600 e 1608.

É presente a inspiração na arte barroca de Caravaggio através da emotividade da pintura, assim como das cores e do contraste claro-escuro.





Os autorretratos sempre foram uma constante de Van Gogh. Existem inúmeros quadros imortalizados pelo artista com a sua imagem. Este data de finais de Setembro de 1889 e foi pintado logo após ter feito a barba.


Nesse mesmo ano, cortou parte da orelha numa das suas manifestações de grave depressão, que o levaria a suicidar-se mais tarde.


O Grito, de Edvard Munch, 1893


O Grito (no original Skrik) é uma série de quatro pinturas do norueguês Edvard Munch, a mais célebre das quais datada de 1893.

A obra representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial. O plano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo) ao pôr-do-Sol.

O Grito é considerado como uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural, a par da Mona Lisa de Leonardo da Vinci.


Woman with a Parasol, Claude Monet, 1875


O Passeio, Mulher com Sombrinha (1875), também conhecido como Madame Monet e o Filho, ou ainda como Camille e Jean na Colina, está entre os quadros mais famosos do pintor impressionista.

Esta obra pertence a uma série de pinturas de Monet durante os Verões 1875 e 1876, e que representam o jardim da sua nova casa em Argenteuil e campos cobertos de papoilas perto de Colombes e Gennevilliers.






Fonte: Rejane Borges  |  Artes e Ideias, Obvious



(JA, Abr19)