terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Antonio Bandeira no MAN




Pioneiro do abstracionismo no Brasil, o pintor ganha exposição que abrange diversos períodos de sua produção.


Árvores, 1953-1954, Antonio Bandeira


A exposição Antonio Bandeira reúne obras de diferentes fases da produção do artista, desde as primeiras pinturas figurativas até as grandes telas de tramas, criadas nos últimos anos de sua carreira. Com curadoria de Regina Teixeira de Barros e Giancarlo Hannud a exposição apresenta cerca de 60 trabalhos de Antonio Bandeira (1922-1967).

 Expoente do abstracionismo no Brasil, Bandeira ocupa lugar de destaque na arte brasileira. Nascido em Fortaleza, em 1922, transferiu-se em 1945 para o Rio de Janeiro. Aos 24 anos, viajou para Paris com bolsa de estudos concedida pelo governo francês, e por lá se aproximou de artistas como Camille Bryen e Georges Mathieu, além do alemão Wols, que exerceu forte influência sobre seu trabalho.

Ainda que, em sua trajetória de feitos artísticos nacionais e internacionais, tenha se tornado um dos artistas brasileiros mais valorizados em termos comerciais, Bandeira ainda é pouco conhecido pelo grande público. Para Giancarlo Hannud, um dos curadores da exposição, isso se deve à independência cultivada pelo pintor, que sempre foi exigente, metódico e extremamente disciplinado, mas nunca se filiou a nenhum grupo.

‘Na arte brasileira, Bandeira ocupa um lugar bastante particular, pois ao contrário da maior parte dos artistas de sua geração, especialmente nas décadas de 1950 e 1960, ele nunca se filiou a grupos ou movimentos artísticos, sempre se mantendo independente de coletividades estéticas. É por isso um dos poucos independentes de seu tempo no Brasil, sempre travando um trabalho de depuração formal interno. Também foi um dos primeiros artistas brasileiros a cultivar sua própria imagem de forma bastante ativa, desenvolvendo uma persona e alimentando as narrativas que se construíam em torno de sua pessoa. Além disso, integrou tanto o ambiente artístico brasileiro quanto internacional, participando de mostras no Brasil e no exterior em igual parte, e tendo interlocutores tanto na Europa quanto no Brasil’, comenta Hannud.


Primaveril, 1965, Antonio Bandeira


A apresentação da exposição em uma instituição como o MAM São Paulo ganha ainda mais relevância em função disso, uma vez que permite ao público conhecer o trabalho - e a discussão em torno da obra - de Bandeira. Por trás do abstracionismo, o pintor sugere emoções concretas guiadas por títulos que se relacionam com uma paisagem urbana e cenas do cotidiano, a exemplo de Flora agreste (1958), Ascensão das favelas em azul (1951), e Cais noturno (1962-63). A mostra também apresenta a multiplicidade das produções de Bandeira, das aquarelas e guaches da década de 1940 aos trabalhos mais experimentais, realizados na década de 1960, com fitas adesivas ou sobre flãs de jornal.

A exposição chegou a São Paulo após ser apresentada, em 2017, no Espaço Cultural Unifor, na Universidade de Fortaleza, trazendo pequenas diferenciações em relação à sua primeira versão. ‘Os curadores foram convidados pelo MAM devido à ampla pesquisa que já haviam desenvolvido sobre o artista e que resultara na mostra ‘Antonio Bandeira: um abstracionista amigo da vida’. Assim, será possível apresentar ao público do MAM uma visão atual sobre a obra desse artista de forma didática e abrangente em relação ao conjunto de sua produção’, explica Felipe Chaimovich, curador do museu.


The Blue Tress, 1955, Antonio Bandeira


Bandeira e o MAM

A relação de Antonio Bandeira com o Museu de Arte Moderna de São Paulo começa nos primeiros anos de existência do museu: já em 1951, quando o MAM organizava a sua primeira Bienal, Bandeira ganhava uma exposição individual no museu; em 1953 novamente expôs no MAM e foi o autor do cartaz da II Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1955, novamente participa do calendário do museu com mais uma individual composta por desenhos enviados da Europa ao Brasil e, em 1959, Bandeira novamente participa da Bienal do museu -- antes de ser criada a Fundação Bienal de São Paulo, a partir da sétima edição do evento.

Serviço
Antonio Bandeira
Visitação: 11 de dezembro de 2019 a 01 de março de 2020
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo  - Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portões 1 e 3)
Ingresso: R$ 10,00. Gratuidade aos sábados. Meia-entrada para estudantes e professores, mediante identificação.




                                     




Fonte: InfoArt-SP



(JA, Jan20)


domingo, 12 de janeiro de 2020

Eva Gonzalès, 1849-1883, pintora impressionista francesa




Édouard Manet, 1832-1983   -^-   ‘Mlle EG’, 1869-1970


Início da vida




Eva Gonzalès nasceu em Paris e foi introduzida em sofisticados círculos literários e artísticos desde tenra idade por seu pai, escritor espanhol, naturalizado francês, Emmanuel Gonzalès.

Em 1865, aos dezesseis anos, Eva Gonzalès começou sua formação profissional e aulas de arte em desenho do retratista da sociedade Charles Joshua Chaplin, que também foi professor de Mary Cassatt. Quatro anos depois, Eva se tornaria pupila de Édouard Manet, em fevereiro de 1869.

Através das conexões de seu pai, como presidente fundador da Société des gens de lettres, ela conheceu uma variedade de membros da elite cultural parisiense e, desde tenra idade, foi exposta às novas ideias que envolviam arte e literatura na época .


Estudante de Édouard Manet

Eva Gonzalès é mais conhecida por ter sido aluna de Manet.

Tal como seu professor Manet, Eva nunca exibiu seus trabalhos com outros pintores impressionistas nas controversas exposições de Paris, mas ela é considerada membro importante do grupo devido ao seu estilo. Eva foi a única aluna formal de Manet e frequentemente modelou para diversos pintores da escola impressionista.

Dizem que Manet pintou o retrato dela de uma só vez, concluído em março de 1870, e exibido como ’Mlle EG’, no Salão de Paris naquele ano.

Infelizmente, seus trabalhos de estreia apresentados no Salon, também em 1870, foram ofuscados pela presença do retrato de Manet. No retrato Manet apresenta Eva trabalhando em um cavalete, mas sua postura rígida e seu vestido caro, são claramente impróprios para a criação de obras de arte.

Essa representação dela provavelmente fez com que alguns críticos a percebessem simplesmente como uma modelo jovem e decorativa, que estava trabalhando com um pintor masculino estabelecido.

 ‘Mlle EG’, de Manet, foi discutido mais do que a obra de Eva Gonzalès em sua própria retrospectiva de 1885, e na exposição de Galerie Dabe, em 1950.




O estilo de Eva se alinha muito ao do período espanhol de Manet. Pequenas mudanças foram feitas ao longo dos anos, pois suas formas de arte consistiam em disciplina com uma paleta sóbria. Os assuntos que ela escolheu usar eram uma representação da vida cotidiana, que foi profundamente decorrente da orientação de Chaplin.


EG, Retrato de Jeanne Gonzalès, 1869-1870


Durante 1871, Manet buscou a incorporação das cores mais brilhantes e superfícies ativas dos impressionistas em seu trabalho. Enquanto isso, Eva Gonzalès decidiu manter os esquemas de cores neutras, e os contornos precisos dos anos sessenta, deixando seus tons pastel em tons mais suaves, criando uma paleta mais clara para trabalhar.

O trabalho de Eva pode não ser considerado inovador, mas ainda possui charme e um senso de expressão pessoal sincera, que lhe confere um valor significativo.

Apesar de associar-se à aluna de Manet, seu trabalho ainda carrega significado, e progride numa direção que se alinha perfeitamente com seu temperamento.






Fonte: WP e Dvs



(JA, Jan20)


Isadora Duncan, a grande dançarina


  
Ateia, bissexual e inventora da dança moderna, Duncan acabou falecendo de maneira insólita




Nascida em 1877 na cidade de San Francisco, Estados Unidos, Isadora Duncan marcou a história da dança: inovando por não seguir regras formais ou técnicas rígidas de balé, ela abriu as portas para o que chamamos hoje de dança contemporânea. Entretanto, Duncan teve um final trágico: passeando de carro aos 50 anos, ela acabou enrolando seu lenço de pescoço nas rodas do veículo, o que a levou à morte.


Trajetória

Isadora Duncan, em 1927

Duncan via a dança como uma forma natural de expressão do espírito humano. Inspirando seus movimentos na arte da Grécia Antiga, ela se mudou para Londres aos 21 anos, após tentativas fracassadas de fazer carreira nos Estados Unidos. Lá, ganhou o suficiente para alugar um estúdio de dança, e logo foi convidada pela atriz e dançarina Loie Fuller para uma turnê pela Europa.

A artista tinha como missão compartilhar sua filosofia da dança e liberdade de expressão. Para isso, ela abriu escolas onde ensinava sua técnica a jovens alunas: a primeira foi inaugurada em Berlim-Grunewald, Alemanha, em 1904, e suas seis alunas ficaram conhecidas como as ‘Isadorables’.

Além da dança, as roupas de Duncan também eram inovadoras: ao contrário das dançarinas de Balé tradicional, ela se movia com tecidos leves e esvoaçantes, que davam sensação de conforto. E o fato de ela se autodeclarar ateia, simpatizante comunista e bissexual, também chamava muita atenção do público.


Duncan performando com colegas à beira do mar


Sua fama ganhou repercussão mundial, e a artista chegou a ser descrita pelo ocultista britânico Aleister Crowley da seguinte forma: ‘Isadora Duncan tem esse dom de gesto em um nível muito alto. Estude sua dança, se possível em privado e em público, e aprenda a soberba inconsciência - que é a consciência mágica - com a qual ela adapta a ação à melodia’.


Terrível acidente

Duncan teve dois filhos, um em 1906 com o designer de teatro Gordon Craig, e o outro em 1910, com Paris Singer. As crianças acabaram morrendo afogadas em 1913 junto à babá, em um acidente de carro no rio Sena, na França - evento do qual a artista nunca se recuperou. E um automóvel também levaria ela mesma à morte.

No ano de 1927, Isadora andava de carro com alguns amigos em Nice, vestindo um lenço de seda esvoaçante pintado à mão pelo artista Roman Chatov. Seu lenço, acidentalmente, se enroscou nas rodas do automóvel, arremessando a artista e fazendo-a quebrar o pescoço. Levada ao hospital, Isadora faleceu logo depois, e suas cinzas foram colocadas ao lado dos filhos no cemitério Père Lachaise, em Paris.






Fonte: Joseane Pereira  | AH-Aventuras na História




(JA, Jan20)




sábado, 11 de janeiro de 2020

Henri de Toulouse-Lautrec





Toulouse-Lautrec em 1892, então com 28 anos


Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (Albi, 24 de Novembro de 1864 — Saint-André-du-Bois, 9 de Setembro de 1901) foi um pintor pós-impressionista e litógrafo francês, conhecido por pintar a vida boêmia de Paris do final do século XIX.

Sendo ele mesmo um boêmio, faleceu precocemente aos 36 anos, de sífilis e alcoolismo.

Trabalhou por menos de vinte anos, mas deixou um legado artístico importantíssimo, tanto no que se refere à qualidade e quantidade de suas obras, como também no que se refere à popularização e comercialização da arte.

Toulouse-Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários, ajudando a definir o estilo que seria posteriormente conhecido como Art Nouveau. Filho mais velho do Conde Toulouse-Lautrec-Monfa, de quem deveria herdar o título, faleceu antes do pai.


Condessa Adèle de Toulouse-Lautrec, no desjejum, no Castelo Malromé, nos anos ~1882


Nascido na nobreza, herdeiro de uma linhagem aristocrática francesa, seu pai era o Conde Alphonse de Toulouse-Lautrec-Monfa, e sua mãe Adéle Tapié de Céleyran. Seus pais queriam que o filho seguisse com esmero o mesmo caminho nobre de toda a sua família, tanto materna quanto paterna.

Toulouse-Lautrec sofria de uma doença genética rara, a Pycnodysostosis, que ficou mais tarde conhecida como Doença de Toulouse-Lautrec. Trata-se de uma doença autossômica recessiva, caracterizada por ossos frágeis e baixa estatura.

Henri não ultrapassava a altura de 1,52m, tornando-se um homem com corpo de adulto, mas com pernas curtas de menino. Os pais de Toulouse-Lautrec eram primos de primeiro grau. Os problemas de saúde de Toulouse-Lautrec foram resultado de gerações de endogamia. Com este propósito, os médicos franceses Pierre Maroteaux e Maurice Lamy, e mais tarde, o também médico geneticista da Universidade de Coimbra, Luís Meneses de Almeida, entre outros, vão estudar a doença que os primeiros apelidaram de ‘doença de Toulouse-Lautrec’, precisamente a picnodisostose (pycnodisostosis, em ingl.).

Aos dezesseis anos foi estudar pintura com Léon Bonnat, professor rígido que não o agradava. Logo depois foi estudar com Fernand Cormon, cujo estúdio ficava nas ladeiras suburbanas de Montmartre, em Paris. Foi lá que Lautrec descobriu a inspiração que lhe faltava. Mudou-se para aquele bairro, de má fama, e encontrou seu lugar entre trabalhadores e artistas de caráter duvidoso. Começava sua nova vida.


Boemia


Baile no Moulin Rouge - 1890

Frequentador assíduo do Moulin Rouge e outros cabarés, o pequeno nobre acaba se acomodando muito bem naquele ambiente tão estranho onde seus pais nunca aceitaram em ter o filho. 

O tema principal das pinturas de Toulouse-Lautrec era a vida boêmia parisiense, que ele representava através de um desenho que lembra a espontaneidade do desenho satírico de Honoré Daumier, e uma composição dinâmica que poderia ter sido influenciada pela fotografia e as gravuras japonesas, dois fatores de grande importância cultural no fim do século XIX.

Era atraído por Montmartre, uma área de Paris famosa pela boemia e por ser antro de artistas, escritores, filósofos. Escondido no coração de Montmartre estava o jardim de Pere Foret, onde Toulouse-Lautrec pintou uma série de óleos sobre tela ao ar livre de Carmen Gaudin (a modelo ruiva que aparece no quadro ‘A Lavadeira’ de 1888).


Moulin Rouge - La Goulue, poster, 189


Quando o cabaré Moulin Rouge abriu as portas ali perto, Toulouse-Lautrec foi contratado para fazer cartazes. Posteriormente, ele passou a ter assento cativo no cabaré, onde suas pinturas eram expostas. Nos muitos conhecidos trabalhos que ele fez para o Moulin Rouge e outras casas noturnas parisienses, em 35 anos, estão retratadas a cantora Yvette Guilbert, a dançarina Louise Weber, mais conhecida como a louca e cativante La Goulue (‘A Gulosa’), a qual criou o cancan francês, e também a mais discreta dançarina Jane Avril.


Terremoto

A invenção do coquetel ‘Terremoto’ (Tremblement de Terre) é atribuída à Toulouse-Lautrec. É uma mistura potente de 1/2 parte de absinto e 1/2 parte de conhaque, servido em copo de vinho, sobre cubos de gelo ou batido com gelo em coqueteleira.


Trabalho e Arte

Troupe de Mlle Elegantine (cartaz de 1896) 


Testemunha da vida noturna de Montmartre, Henri não apenas faz pinturas, como também cartazes promocionais dos cabarés e teatros, fazendo-se presente na revolução da publicidade do século XIX, quando a arte deixa de ser patrocinada e financiada apenas pela Igreja e os nobres, para ser comprada e utilizada pelo comércio crescente gerado pela revolução industrial.

O cartaz litográfico colorido é uma nova ferramenta de divulgação de locais de lazer parisienses. Trilhando o caminho de Jules Chéret, assim como Alfons Mucha, Toulouse-Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes, definindo o estilo que seria conhecido como Art Nouveau.

O dom artístico de Lautrec é bastante reconhecido, tanto pelos seus amigos da classe baixa, quanto por críticos de arte. Participa do Salão dos Independentes em Paris, da exposição dos Vinte e das galerias de Boussod e Valadin.


Estilo


Exame na Faculdade de Medicina 1901

Tinha habilidade em capturar as pessoas em seu ambiente de trabalho, com a cor e o movimento da pululante e opulenta vida noturna, porém sem o glamour.

Usava muito vermelho, em geral de maneira contrastante, cabelos cor de laranja e a cor verde limão para traduzir a atmosfera elétrica da vida noturna.

Era um mestre do contorno, podia retratar cenas de grupos de pessoas onde cada pessoa é individual (e na época podia ser identificada apenas pela silhueta)

Frequentemente, ele aplicava a tinta em uma estreita e longilínea pincelada, deixando a base (papel, tela) ou o contorno aparecer. Sua pintura é gráfica por natureza, nunca encobria por completo o traço forte do desenho. O contorno simples era a ‘marca registrada’ de Lautrec desde o início da carreira como designer de cartazes. Não pintava sombras. Suas pinturas sempre incluíam pessoas (um grupo ou um indivíduo), e não gostava de pintar paisagens. O papel usado para os cartazes frequentemente era amarelo.

Apesar da litografia cheia de cores de seu tempo poder acomodar dezenas de cores em um só cartaz, Lautrec geralmente escolhia apenas 4 ou 5, às vezes, raramente, 6. Ao invés de usar uma multiplicidade de cores, Henri preferiu criar seus efeitos com justaposições e modulações delicadas.


Últimos anos

Em 1899, a vida desregrada e o excesso de álcool finalmente cobram seu preço do artista. Lautrec sofre de crises e é internado numa clínica psiquiátrica. Ao sair, é constantemente vigiado para que não beba e que não volte a frequentar os bordéis, vigilância que ele consegue burlar. Sua saúde vai-se deteriorando cada vez mais, até que, em 1901 já não é mais capaz de viver sozinho. Henri despede-se de Paris com a certeza de que está com os dias contados. Sofre ataques de paralisia e quase não consegue mais pintar.

Em 9 de Setembro de 1901, Henri de Toulouse-Lautrec morre, em consequência de um derrame, nos braços de sua mãe, no Castelo de Malromé, perto de Bordeaux, às duas horas e quinze minutos da manhã.

Encontra-se sepultado no Cemitério de Verdelais, na França.


Túmulo de Toulouse Lautrec  em Verdelais, Gironde, França


Legado


Local onde Lautrec nasceu. Hoje abriga o Museu Toulouse-Lautrec, fundado por sua mãe, após a morte dele


Estima-se que Lautrec tenha pintado mais de 1000 quadros a óleo (737 estão catalogados), feito mais de 5000 desenhos (275 aquarelas, 5084 desenhos catalogados), e por volta de 363 gravuras e cartazes. Seu trabalho pode ser dividido em períodos: pinturas e desenhos até 1888, entre 1888 e 1892, entre 1893 e 1896, entre 1897 e 1901, e os cartazes.



Autocaricatura, 1882




Fonte:  WP e Dvs



(JA, Jan20)



segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Exposição de Vincent Van Gogh chega ao MASP




As obras do famoso pintor holandês chegam no Brasil em 2025

Van Gogh  -^-  ‘A Noite Estrelada’

Uma mostra especial com obras do pintor Vincent Van Gogh deve ganhar temporada no MASP – Museu de Arte de São Paulo, em 2025. Revolucionário no meio artístico, o holandês é conhecido pelo uso de cores e pinceladas expressivas em seus quadros, sendo considerado um grande mestre da pintura moderna.

O museu, que trabalha com cinco anos de antecedência em sua programação, informou estar viabilizando o empréstimo e transporte dos quadros para o Brasil. As informações sobre a mostra foram confirmadas pela assessoria de imprensa oficial do MASP.

Vincent Willem Van Gogh, 1853-1890, é considerado uma das figuras mais significativas para a história da arte ocidental. Criador de mais de 2.000 obras em pouco mais de uma década, o artista conta com acervo de 860 pinturas a óleo, em sua maioria paisagens, naturezas-mortas, retratos e autorretratos de cores dramáticas e vibrantes.

Ele criou mais de dois mil trabalhos em pouco mais de uma década, incluindo por volta de 860 pinturas a óleo, a maioria dos quais durante seus dois últimos anos de vida.


Van Gogh  - Autorretrato

Em 2025, o museu vai ter sua programação norteada pelo ciclo ‘Histórias da Loucura’, assim como neste ano o tema das exposições em cartaz foram voltados para ‘Histórias das mulheres, histórias feministas’.

E quem melhor para representar Histórias da Loucura que Van Gogh? O pintor holandês, conhecido por sua biografia perturbada e por obras como ‘O Escolar’, 1888, que faz parte da coleção do MASP.


‘O Escolar’, de Van Gogh, é uma das obras da coleção do MASP

Viu só? Faz muito bem o MASP trazer Van Gogh para brilhar no coração da Avenida Paulista!

Ah… e toda essa antecedência na definição do nome do artista é porque a solicitação do empréstimo de obras é bem burocrático.

Segundo o diretor artístico do MASP, Adriano Pedrosa, isso acontece com alguns poucos artistas e Van Gogh é um deles.

Agora só nos resta esperar e contar os dias para conferir essa exposição que, com certeza, vai ser INCRÍVEL!



Em outubro de 1947, SP ganhava um espaço que provou ser um marco na disseminação da arte, o Museu de Arte de São Paulo. Dono do mais importante acervo de arte europeia do Hemisfério Sul, o MASP reúne cerca de 10 mil obras, entre pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos da história.

Fundado em 1947 por Assis Chateaubriand, 1892-1968, o MASP é um museu privado sem fins lucrativos, tornando-se o primeiro museu moderno no país. Chateaubriand convidou o crítico e marchand italiano Pietro Maria Bardi, 1900-1999, para dirigir o MASP, e Lina Bo Bardi, 1914-1992, para desenvolver o projeto arquitetônico e expográfico.






Fonte – Catraca Livre



(JA, Dez19)